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Evacuações continuam. Mais de mil famílias com apoio social na Marinha Grande

Evacuações continuam. Mais de mil famílias com apoio social na Marinha Grande

São várias as necessidades das famílias no concelho da Marinha Grande, entre a persistente falta de eletricidade, cuidados de saúde ou o apoio psicólogico. Mas há também uma situação "complexa" de moradores que têm saído de casa mesmo ao fim de 20 dias de tempestade.

Gonçalo Costa Martins - Antena 1 /
Ana Laura Baridó (à esquerda) e Paulo Vicente (presidente CM Marinha Grande, à direita) Antena 1

Cerca de 1.150 famílias estão identificadas pela Câmara Municipal da Marinha Grande com necessidades sociais e de saúde, após a tempestade Kristin do dia 28 de janeiro.

No balanço revelado na "Emissão Reconstruir" que a Antena 1 está a fazer esta manhã no quartel dos bombeiros do concelho, a chefe da Divisão da Ação Social e Saúde da autarquia explica que têm atendido várias solicitações, a que se juntam as situações de novas retiradas de casa.
Além de evacuações "no imediato", na altura da tempestade, surgiram deslizamentos de terra posteriores, afirma Ana Laura Baridó. 

"É muito difícil tirar alguém do seu contexto habitacional, especialmente os idosos", refere, apontando também os casos de "pessoas desesperadas sem saber o que vão fazer a seguir, e isso é mesmo complexo".

O apoio psicológico é uma das necessidades urgentes que tem surgido. Ana Laura Baridó sublinha as marcas psicológicas que a tempestade deixou, a começar pelas crianças no regresso das aulas.

A psicóloga da câmara municipal que trabalha com as crianças do 1º ciclo pediu para desenharem o que estavam a sentir. "É tudo muito focado naquilo que foi a noite da tempestade", conta Baridó, pelo que conclui que "ficou na memória das crianças".

O número 912482262 é o contacto disponível para o Gabinete de Ação Social da Câmara Municipal da Marinha Grande.

Segundo o presidente da câmara, Paulo Vicente, ontem ainda havia cerca de duas mil casas sem eletricidade no concelho. A primeira estimativa de prejuízos feita pela autarquia ultrapassa os 110 milhões de euros e o autarca acredita que, no ritmo atual, vai levar mais de um ano a recuperar dos danos sofridos.


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